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Fiscalização de combate aos agrotóxicos encontra produtos proibidos e contrabandeados na região de Santa Maria

Publicado em 08/10/2019

A Comissão de Fiscalização e Controle do Fórum Gaúcho de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos, coordenada pelo Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente, realizou na semana passada uma operação para fiscalizar o uso de hidróxido de fentina, comercializado no Brasil com o nome de Mertin 400, em lavouras de arroz pré-germinado na região de Santa Maria e da 4ª Colônia – municípios de Restinga Seca, Agudo e Dona Francisca.

Além do Mertin, foram encontrados nos locais visitados produtos vencidos e contrabandeados (Hidróxico de fentina e metil metsulfurom). Também foi realizada coleta de água, solo, sementes e animais mortos por suposto envenenamento. As embalagens vazias descartadas indevidamente foram recolhidas.

Ao todo, vinte propriedades foram fiscalizadas pelo Ibama, sendo lavrados nove autos de infração, totalizando quase R$ 50 mil; três termos de embargo e três termos de apreensão e depósito; além de duas notificações.

A equipe da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, que atuou em Mata, Santa Maria, Formigueiro e Cacequi, emitiu oito termos de fiscalização, dois termos aditivos, dois autos de apreensão e depósito e três autos de infração.

Em março de 2017, a pedido da Promotoria de Justiça do Meio Ambiente de Porto Alegre em ação civil pública, a Justiça proibiu o uso do agrotóxico Mertin 400 em lavouras de arroz irrigado no território do Rio Grande do Sul. Na decisão, a Justiça justificou a proibição devido ao “evidenciado risco ao meio ambiente e à própria saúde humana, vez que o Mertin 400 está sendo indevidamente usado na cultura de arroz irrigado desde 2013”.

por Julian Kober